Novo ano, nova temporada, logo novos ares e costumes no futebol?

Novo ano, nova temporada, logo novos ares e costumes no futebol?

            Acho que não será bem assim, pelo menos, não foi assim esse início de temporada. Podemos observar muitos torcedores e membros da imprensa ainda com o imediatismo de sempre e a racionalidade de nunca.

            Em uma janela de transferência onde, em suma, as contratações de técnicos chamaram mais atenção do que a de jogadores, esse imediatismo perde ainda mais razão.

            Dos 20 grandes da série A, 11 trocaram de técnico e não somente aquela (infelizmente) tradicional troca por maus resultados, mas também troca por uma clara intenção de mudança de estilo de jogo, fim de contrato e até mesmo por problemas entre diretoria e treinador.

            Pode-se observar que em meio a tantas trocas há quem queira realizar julgamentos e tirar conclusões a partir de 3 ou 4 rodadas e muitos com menos de 20 dias de treino.

            Temos que ser muito ponderados e procurar sermos o mais racional possível nesse momento para que saibamos distinguir o que está em fase de mudança e de adaptação, o que ainda não foi mexido ou treinado e o pouco (se é possível que possa ter) que pode já estar consolidado ou definido.

            Numa troca de treinador existem diversos fatores que necessitam de atenção e demandarão adaptação, cautela e influenciarão, principalmente, esse início de trabalho. É uma adaptação à mudança de estilo de vida do treinador, pois alguns clubes contrataram técnicos estrangeiro; há o processo de estudo e conhecimento do clube e todo seu elenco a disposição, sendo que conhecer individualmente cada jogador e todas suas características técnicas, físicas e mentais é a principal e mais trabalhosa de todas; e, claro, a adaptação mais conhecida que é a dentro de campo, na qual um treinador chega a um clube com uma filosofia própria (pode até ser semelhante a um outro treinador, mas nunca igual), e irá, da maneira que achar correta, inserir na filosofia da equipe, tanto tática, quanto mentalmente, tanto individual, quanto coletivamente.

            Diante de tamanha complexidade ao chegar um novo treinador, podemos concluir que tudo que vimos até agora, de certo não é, nem de perto, tudo aquilo que cada treinador quer para sua equipe, o que torna cada vez mais injusto e errôneo o pensamento imediatista e o discurso incisivo, que, culturalmente, pessoas de diversas esferas do esporte utilizam para tecer conclusões precipitadas acerca de jogos realizados tão cedo em um início de temporada, covardemente, empurrados goela a baixo das jogadores e comissão e corroborado pelos clubes e seus diretores, mas isso, já é um outro assunto, o qual de imediatista não tem mais nada!

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